Se você for ver, fazem quase cinco anos que a gente
Não entra em estúdio pra criar um disco
E eu nem sei mais se é disco o termo certo, entendeu?
Minha teoria é que o disco hoje é igual um guarda-chuva
Quando você usa um guarda-chuva, é provável que você ainda
Se molhe da cintura pra baixo, mas na ausência de um barato melhor, continua usando
Com o disco sinto que vivemos a mesma situação
Agora o ponto é: Fomos educados dentro desse formato e amamos ele. Somos os últimos românticos, olha pro mundo. Somos uma espécie em extinção
Acho nobre conduzir uma experiência sonora através de
Mais ou menos uma hora na percepção das pessoas e
Isso é a cultura de música, cultura de arte, obra de arte
Tem que tomar cuidado pra cultura da música não ser engolida pela cultura das plataforma. É que nem as nega veia disse
Água demais também mata a planta
Pra mim a questão era: O que eu falo pro mundo depois do
Que eu vivi na África? Eu sonhei com a terra dos meus ancestrais
E a música me levou até lá. Aquilo não foi um projeto de carreira somente, foi uma realização humana que reestrutura a vida de todos que vêm depois de mim na minha árvore genealógica
Eu volto pra casa e olho no espelho como um ser humano completo, com um passado que tem ali ainda alguma névoa, porém bem menos do que já foi
Um presente e um futuro glorioso
A peça que faltava no quebra-cabeça foi colocada
Então você olha pro mundo e pensa: Ok, ok, Emicida
Cê vai falar o que agora?
E eu preciso encontrar algum espaço pra ser ouvido, eu quis demorar pra organizar uma nova movimentação pra entender qual era o meu espaço, pra sacar se as pessoas querem ouvir algo do que eu tenho pra dizer, tem tudo isso também. E aí eu espero o barulho acalmar e eu acho que a gente precisa falar sobre reconectar as coisas. Sobre a nobreza do ser humano, a beleza disso, que também me foi mostrado na África de uma forma que eu nunca tinha visto. Na África e no Japão também, esses foram os dois lugares que mais mexeram comigo
Então pode falar pra todo mundo que a gente tá voltando
Emicida, cuyo nombre real es Leandro Roque de Oliveira, es un rapero y cantante brasileño nacido en São Paulo en 1987. Considerado uno de los artistas más importantes del hip hop brasileño contemporáneo, Emicida destaca por su poética introspectiva, las temáticas sociales y políticas que aborda en sus letras y el uso de un lenguaje rico y complejo. Su música fusiona elementos del rap tradicional con influencias musicales diversas como el samba, el funk carioca y la bossa nova. Emicida ha colaborado con numerosos artistas brasileños e internacionales, entre ellos Criolo, Marcelo D2 y RZO. Su álbum debut, *AmarElo*, publicado en 2018, fue un éxito tanto de crítica como de ventas, ganando varios premios musicales. Algunos de los temas más representativos de Emicida son: *Amarelo*, *Tiro de Guerra* y *Vez do Passado*.
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